Eco Fibres

De acordo com estudos globais de mercado do Research Market , o mercado das ECO fibras totalizou 121.42 bilhões de dólares em 2017 – e a expectativa é de que, em 2026, chegue a 398 bilhões. A preocupação que vem crescendo em relação à sustentabilidade ambiental é o principal fator que influencia esse aumento. O que impede o mercado de crescer ainda mais, e isso já foi comentado em um post anterior, é os altos custos e das técnicas usadas e dos materiais com esse tipo de propósito.

Enquanto apenas marcas pequenas e empresas de pequeno porte desenvolverem tecnologias e produtos relacionados, os preços ainda não serão competitivos em relação a produtos que degradam e prejudicam o meio ambiente. Porém, cada vez mais, vemos as grandes marcas lançarem coleções com fibras e tecidos sustentáveis, reciclados e naturais – o que tem contribuído para, cada vez mais, termos acesso aos produtos que carregam informação de moda E sustentabilidade.

As ECO fibras são aquelas que não necessitam de pesticidas ou químicos para crescerem – elas são naturalmente resistentes e são obtidas de peles de animais ou de plantas.  Algumas fibras desse tipo são as de Bamboo, Sementes, Soja e materiais reciclados e “upcycled”.

Hoje vemos grandes players da indústria têxtil desenvolvendo novos materiais e tornando cada vez mais comum a inclusão disso no nosso dia a dia e em marcas que não nasceram com esse propósito – mas entenderam que isso é o futuro.

 

 

Sistemas sustentáveis

Com todo esse movimento em prol da sustentabilidade ambiental e social – inclusive, tecnológico – que acabam gerando ansiedade e dúvidas.

A busca das empresas em reduzirem o seu impacto ambiental e buscarem por novas formas de produção, design e materiais, trazem a certeza de que estamos trilhando um caminho em que o normal será ter essa preocupação.

Hoje, muitas empresas ainda encontram barreiras nessa busca – principalmente por falta de fornecedores, preços economicamente viáveis dos materiais e processos. Porém, com o aumento da procura por isso, com o tempo, será cada vez mais comum as marcas utilizarem materiais naturais, reciclados, tecnológicos e que não agridam o meio ambiente. O foco hoje está na mudança de paradigmas, na pesquisa dessas novas possibilidades e na avaliação da aplicação de tudo isso no dia a dia das empresas.

A ansiedade gerada gira em torno do fato de que a gente começa a se questionar o que realmente vale os produtos que estamos consumindo – ok, eles são naturais, veganos, utilizam materiais naturais, mas o que mais tem por trás disso tudo?!

Muitas vezes, pequenas marcas se deparam com a dificuldade de apresentar seu preço no mercado: utilizam formatos menores, produção artesanal, compram em menores escalas e vendem volumes menores de produto – tudo isso alinhado ao uso de materiais que, muitas vezes, não estão sendo utilizados por grandes marcas. O consumidor ainda considera esse trabalho caro, e opta por adquirir produtos antes já conhecidos e de materiais não sustentáveis, mas baratos.

Por isso, a informação disponível sobre cada marca e sobre cada processo é importante: o consumidor precisa enxergar esse valor – principalmente enquanto o mundo todo não caminhar na mesma trilha. O natural vai ser o sustentável, os materiais reciclados, as linhas ecológicas, as pesquisas em torno disso não param.

Cada dia estaremos nos deparando com mais e mais materiais incríveis e design de produtos maravilhosos e com consciência – é só procurar, se informar e, hoje, é importantíssimo: QUESTIONAR! Questionar o que é, de onde veio, qual o material, se tem certificação, quem fez. Sempre tem uma cadeia por trás do que a gente compra – desde o fornecimento de matéria prima até a entrega. Já parou pra pensar nisso?! O botão, a linha, o tecido, o corte de cada pecinha da sua roupa, foi feito por alguém. E esse trabalho teve um custo. E isso deve ser valorizado!

 

 

Photo by Daria Shevtsova from Pexels

 

 

Ser sustentável – marketing, propósito, estratégia ou responsabilidade?!

O assunto sustentabilidade hoje tem sido abordado de diversas formas.

Em um post anterior, falamos sobre os diferentes significados e apresentações que esse termo pode ter no mercado e nas organizações no mundo todo.

Colocar em processos, produtos e recursos práticas sustentáveis pode representar diferentes conotações em diferentes empresas. O ser ecologicamente correto, agir de forma ética e, ao mesmo tempo, manter saúde financeira é a “fórmula” mais falada e comentada em formatos estratégicos e organizacionais.

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Levantando um questionamento recentemente a respeito de o quão necessário é uma marca hoje levantar uma “bandeira” como propósito – seja ela o feminismo, a sustentabilidade, a ética, o feito a mão, o luxo – fica a grande dúvida se isso é realmente uma realidade dentro das empresas ou se apenas virou uma forma de comunicação e engajamento nas redes.

Ter um propósito tem sim um grande impacto social no mundo, e também pessoal para quem produz e cria uma empresa focando naquilo que mais acredita. Mas vale a pena olharmos de uma forma mais estratégica e perceber o que realmente faz uma marca vender produtos hoje: é o design? Ou é o propósito?!

Vejo muitas empresas pequenas, que se agarraram em um propósito, se questionando o por que – se estão dentro dos assuntos e argumentos que mais são falados hoje (como sustentabilidade e propósito e ética) – não estão vendendo e conseguindo se manter.

Esse questionamento é válido uma vez que, para ser SUSTENTÁVEL, a parte econômica é essencial. E, se a marca levanta uma bandeira incrível, mas o produto é caro e o público abraça a causa mas não compra o produto – talvez a melhor forma é oferecer algum outro tipo de serviço ou produto que entregue mais o objetivo real que “propósito” oferece. 

Outra grande questão é justamente esse custo do defender um propósito ou uma bandeira – um material extremamente caro, incrível, mas caro – que ainda é novidade, poucas marcas usam, talvez seja “inviável” economicamente de ser colocado em uma coleção em um primeiro momento – não que, num futuro próximo, ele não esteja cada vez mais acessível e faça cada vez mais sentido. Só a avaliação deve ser feita realmente – e, inclusive, deve ser testada com o público da marca pra ver se aquilo faz sentido antes de, por exemplo, escolher um material 5x mais caro do que o atual.

As práticas sustentáveis hoje, acredito, são a base de qualquer indústria, marca, empresa ou organização. Ser sustentável não é, e não pode ser, apenas uma forma de marketing ou mesmo ser defendida como um propósito por si só. Isso é e cada vez mais vai ser “básico”.

O papel de marcas de defenderem práticas cada vez mais sustentáveis é um dever de cada uma – e trazer isso a tona pro consumidor e pro mundo é necessário.

Estrategicamente, isso deve ser pensado e implementado de uma forma que faça sentido – pra marca e pro cliente. De nada adianta levantarmos uma bandeira apenas com objetivo de estarmos “inseridos” nas notícias e nas práticas atuais de todas as outras marcas – se isso não for, de fato, um prática base. Se não, a cada ano, vamos ter que mudar o nosso propósito. E esse não é o propósito, certo?!

Repensar o que estamos entregando vai além do acompanhar simplesmente o que acontece no mundo – e sim implementar aquilo que realmente faz sentido pra nós como pessoas e pra nós enquanto marcas e empresas.

Seja sustentável o quanto possível, e cada vez mais implemente isso, trabalhe com ética e com respeito as pessoas e ao meio ambiente, e mantenha a empresa saudável financeiramente – afinal, o futuro de qualquer organização também depende desse fator – é de onde as novas ideias, práticas, investimentos e, talvez, desenvolvimento de novos materiais mais sustentáveis possam vir.

Isso tudo pra dizer que: faça aquilo que faz sentido, e aquilo que trás EQUILÍBRIO para as rotinas, as pessoas envolvidas e os resultados obtidos. E seja transparente: ainda não tem como adequar sua marca/empresa para usar o tecido orgânico?! Tudo bem! Vamos buscar outras opções que ainda assim são sustentáveis e talvez não tão caras?! Enquanto isso, o mercado responde, e nós vamos aos poucos criando um mundo onde tudo está conectado e tudo caminha pra um único lugar: onde seremos mais e mais prósperos em todos os sentidos – e nossas práticas vão resultando em uma realidade equilibrada, com materiais cada vez mais inovadores e sustentáveis. 

Já viram o que a empresa Vert fala sobre esse assunto em um post recente na @bof?!

bof vert

 

The Future of Living Materials

LIVING COLOUR

Living Colour é um estudo que está sendo realizado na Holanda, que explora possibilidades de tingimento natural de tecidos com bactérias que produzem pigmentos.

Isso é uma alternativa as tintas sintéticas que estamos acostumados – essas bactérias são biodegradáveis e não agridem o meio ambiente, os animais ou as pessoas, sendo uma opção bastante interessante.

O processo que está sendo objeto de estudo tem como premissa uma baixa quantidade de água e temperaturas, inutilizando qualquer químico ou tratamentos nos tecidos.

ArtEZ Future Makers tem colaboração com a  Wageningen University & Research and State of Fashion. Juntos, fizeram o projeto do Futuro dos materiais vivos tomar forma – e busca investigar e desenvolver novos materiais a partir de princípios da natureza e de micro organismos, para contribuir na transição da moda para um formato mais sustentável e natural.

O projeto consiste em 5 subprojetos:

1. O novo luxo: criar uma cadeia de valor para a moda e design, experimentando materiais locaus e naturais como algas, tulipas e pinha, entre outras aplicações sustentáveis, como forma de entregar um novo luxo. 

2. Cores vivas: para termos uma estética de produtos sustentáveis, esse projeto foca no desenvolvimento de pigmentos através do biodesign, upcycling e resíduos. 

3. Couro vivo: pesquisa sobre novos materiais, como resto de frutas, para desenvolvimento de couro sustentável como alternativa ao couro convencional. 

4. Pele viva: foca na análise do comportamento de materiais como kombucha, algas e my focuses on the ‘behaviour’ of new materials such as micélio quando em contato com a pele.

5. Biomimicry: pesquisa sobre a relação entre biomimética e princípios circulares respeitando o desenvolvimento de novos materiais, estratégias e ecossistema social.

Liderança e Negócios Conscientes: ser sustentável é muito mais do que imaginamos

Ser sustentável hoje é algo que as empresas e as pessoas consideram a nova normalidade – a nova economia recebe esse conceito de forma a elevarem os negócios e as nossas práticas diárias a um outro patamar.

A palavra sustentável, porém, tem tido diversas definições e diferentes abordagens falando de liderança, negócios ou mesmo em relação a nossas práticas no dia a dia.

Na maioria das vezes, o conceito ainda é relacionado diretamente com boas práticas que não prejudicam o meio ambiente e que protegem nossa terra da devastação, poluição e também acúmulo de lixo e descarte. Essa visão se tornou um pouco limitada – apesar de ser usada para falar sobre e representar projetos e empresas que tem práticas sustentáveis (empresa sustentável, tecido sustentável, matéria prima sustentável…).

Ok. Mas e o que é uma empresa sustentável?!

E um tecido?! Um material?!

Para começar, a definição de sustentável é:

sustentável
adjetivo de dois gêneros
  1. que pode ser sustentado; passível de sustentação.
Origem
⊙ ETIM sustentar + -́vel

 

Quando falamos de negócios, a sustentabilidade serve, justamente, para analisarmos além da parte relacionada a meio ambiente: as decisões, estratégias, processos, equipe, etc, devem ser organizadas e dimensionadas de forma a sustentar a empresa a longo prazo. Isso significa ter uma visão total do business.

Há 25 anos, John Elkington cunhou o “tripé da sustentabilidade” como forma de estruturar a sustentabilidade baseada em meio ambiente, sociedade e economia. Ou seja, para que uma empresa, organização ou sociedade fosse sustentável, deveria tomar decisões considerando sempre esse tripé – assim, seria possível a sustentação a longo prazo.

Em post recente da HSM, John comenta que esse tripé foi levado pra outro lado e deve ser revisto: “O objetivo do Tripé da Sustentabilidade era mudanças no sistema – impulsionando a transformação do capitalismo como ele é conhecido hoje. Isso não foi criado para ser apenas um sistema financeiro – a origem disso tem a intenção de ser um código genético, uma hélice de mudanças para o capitalismo do amanhã, com o foco no avanço das mudanças, da disrupção e do crescimento assimétrico e a escalabilidade das soluções para as próximas gerações”.  

O que acontece hoje é que, muitas vezes, esse tripé ainda foi visto com o foco total no financeiro: mesmo que as preocupações com os outros fatores estão cada vez mais fortes, a ferramenta tem sido usada como base para desenvolver estratégias de lucratividade.

Quando a isso, o conceito de sustentabilidade vem fortemente com a visão de olharmos para todos os aspectos sociais, ambientais e também financeiros – a roda, como um todo, tem que girar – e deve ter uma visão de futuro bem estruturada para que funcione e para que o mundo aceite e suporte tanto em relação aos recursos necessários quanto em relação ao mercado existente.

Quando ao desenvolvimento sustentável, a definição muda um pouco o enfoque – o que tem confundido, talvez, o que entendemos como sustentabilidade:

Conforme a definição da ONU – “O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades.”

Isso, sim, se apoia mais em decisões relacionando o meio ambiente e o fator social de cada empresa – de modo a avançarmos nosso desenvolvimento (também) econômico, mas respeitando o futuro das gerações.

Ser um negócio consciente pode ter diversas formas de aplicação e de pensar – o que, baseado nessas convicções, remete ser consciente nos negócios?

A consciência – essa sim, nos trás uma visão maior e acima de tudo: dentro de todos os aspectos que estão sendo abordados relacionados a todos esses assuntos, como tomarmos a responsabilidade de liderar e tomar decisões conscientes?!

Nosso dia a dia pode estar nublado com tanta operação e rotinas consideradas comuns – o que trás a necessidade de um design de negócio e de estratégias mais amplo e claro. Dentro disso, melhores práticas podem ser visualizadas e aplicadas – com base em revisão de processos, produtos, atividades e prioridades. A liderança consciente leva muito em consideração o quanto de auto conhecimento em relação às nossas próprias práticas pessoais quanto empresariais.

 

http://johnelkington.com/publications/articles-blogs/
https://hbr.org/2018/06/25-years-ago-i-coined-the-phrase-triple-bottom-line-heres-why-im-giving-up-on-it
https://nacoesunidas.org/
https://www.consciouscapitalism.org/

Global Organic Textile Standard (GOTS)

Global Organic Textile Standard (GOTS) é a certificação padrão quando falamos sobre tecidos orgânicos. Ele representa alto padrão de critérios ambientais e sociais da cadeira de valor das fibras orgânicas.

Os tecidos, para receberem a certificação, devem conter um mínimo de 70% de fibras orgânicas naturais certificadas. Os químicos utilizados devem também obedecer critérios ambientais e toxicológicos, além de tratamento de água em qualquer processo envolvido. A escolha dos toques finais é limitado de acordo com os aspectos ecológicos.

Um produto que contém o selo do GOTS ORGÂNICO deve conter um mínimo de 95% de fibras orgânicas certificadas, enquanto o selo FEITO COM ORGÂNICOS deve conter um mínimo de 70%. A certificação considera também a parte social em relação às condições de trabalho de quem produz o tecido, e garante que não há substâncias tóxicas usadas nos processos que sejam nocivos aos humanos.

Os critérios ambientais considerados nessa certificação incluem que todos os processos que envolvem a fibra orgânica devem ser separados dos de fibras comuns, e isso deve estar devidamente identificado; os químicos adicionados devem ser avaliados e seguir requisitos básicos de toxidade e biodegradabilidade; é proibido o uso de metais pesados, solventes aromáticos, GMO (organismos geneticamente modificados), nanopartículas funcionais, entre outras; o uso de agentes sintéticos é restrito; alvejantes devem ter como base oxigênio e não cloro; tintas e corantes não podem ter componentes cancerígenos, assim como estamparia que utiliza solventes aromáticos e métodos que necessitam plastisol, PVC e ftalato; os operadores devem ter políticas ambientais como metas e procesimentos que minimizam desperdícios e descargas; unidades de processamento de molhados devem manter registros do uso de químicos, energia, água e desperdícios, incluindo o iodo – e a água deve ser tratada; os materiais de embalagens não podem conter PVC, e os papéis utilizados em embalagens, tags, etc devem ser reciclados ou certificados de acordo com o FSC ou PEFC*.

Os critérios de qualidade e humanos considera que a qualidade técnica dos parâmetros devem ser seguidas e que os materiais ainda crus, intermediários ou produtos finais devem ter limites restritos em relação aos resíduos gerados. Socialmente, a certificação considera que se siga as normas internacionais de organização laboral (ILO) por todos os envolvidos no processo – deve existir uma gestão centralizada para garantir que isso seja de fato seguido.

 

* A certificação FSCTM, emitida pelo Forest Stewardship Council™, e a certificaçãoPEFCTM, emitida pelo Program for the Endorsement of Forest Certification, são selos reconhecidos internacionalmente para operações em florestais sustentáveis e bem manejadas.
https://fi.fsc.org/fi-fi
https://www.pefc.org/
https://www.ilo.org/global/lang–en/index.htm
https://www.global-standard.org/the-standard/general-description.html

Certificações de tecidos – STANDARD 100 by OEKO-TEX®

Certificações dos artigos têxteis – você sabe quais tecidos as empresas que você consome, ou a sua própria empresa, tem utilizado pra produção das roupas, acessórios ou decoração?!

A certificação STANDARD 100 by OEKO-TEX® é consistente no mundo todo – e representa um sistema de certificação independente de produtos têxteis semi acabados, acabados e crus em todos os seus processos – além de materiais utilizados na produção.

Esse selo leva em consideração:

Regulamentações legais importantes, como colorantes Azo banidos, níquel, formaldeído, pentaclorofenol, cádmio, etc;

Químicos nocivos;

Requisitos dos anexos XVII e XIV da regulamentação Européia de Substâncias Químicas, assim como da lista da ECHA SVHC, quando avaliados por grupos representados da Associação OEKO-TEX como relevantes nas análises de tecidos, têxteis, vestuário ou acessórios. As discussões e desenvolvimentos que são considerados relevantes são levados em consideração através de atualizações dos requisitos do STANDARD 100 by OEKO-TEX;

Requerimentos da CPSIA (Consumer Product Safety Improvement Act);

Outras classes de substâncias relevantes para o meio ambiente. 

Com a experiência, a associação contribui para uma alta segurança para o consumidor desses itens. Os testes e limites atribuídos em muitos casos vão além dos padrões nacionais e internacionais aplicados normalmente. As visitas recorrentes e checagem dos produtos faz com que as indústrias tenham consciência do uso responsável de materiais químicos, e com isso a OEKO-TEX® Standard 100 tem representado um papel pioneiro por muitos anos nesse ramo.

Os testes realizados pela OEKO-TEX® são fundamentados no propósito dos tecidos e materiais respectivos, e leva em consideração também o uso de cada um: se tem mais contato com a pele, a necessidade restrita de requisitos humanos/ecológicos que necessitam estar de acordo com os padrões de uso. Assim, os produtos dessa certificação estão divididos em 4 classes:

Classe I – Artigos para bebes e crianças até 3 anos de idade (roupas íntimas, roupas, roupa de cama, etc).

Classe II – Artigos usados próximos á pele (roupas, roupa íntima, roupa de cama, meias, etc).

Classe III – Artigos usados “longe da pele” (jaquetas, casacos, etc).

Classe IV – Artigos de decoração e móveis (cortinas, toalhas de mesa, tapetes, etc).

Essa é uma das certificações que os tecidos e artigos podem ter – e empresas que são regulamentadas e controladas por esses tipos de órgãos normalmente possuem cadeias de produção mais confiáveis falando em desenvolvimento sustentável.

A @amendoaclothing utiliza tecidos também nessa variação de certificação de algodão. A marca tem um cuidado em cima da escolha dos fornecedores brasileiros que atendem a requisitos de sustentabilidade em seus processos – e essa certificação faz parte do portfólio de um dos materiais escolhidos.

 

Fonte: https://www.oeko-tex.com/en/business/certifications_and_services/ots_100/ots_100_start.xhtml

Tecidos de fibras naturais

Quando pensamos em roupa e meio ambiente, normalmente não sabemos bem quais são os maiores impactos na cadeia e quais são as melhores fibras pra que nossas escolhas não impactem tanto negativamente.

Hoje vemos diversas marcas sustentáveis e que podem nos ajudar com esse fator. Desde uso de matérias primas orgânicas, de fibras naturais, com tinturarias feitas com plantas e outras soluções importantes.

Há diversas empresas no mundo desenvolvendo pesquisas de desenvolvimento de novos tecidos feitos a partir de frutas, outros tipos de plantas além do algodão e linho, e materiais reciclados. Claro que, ainda, é bastante caro adquirir esse tipo de produto – o que inviabiliza o acesso a roupas que gostaríamos que são 100% sustentáveis.

Nesse post, vou escrever um pouco sobre os que a gente já conhece: as fibras naturais, sintéticas e artificiais que já adquirimos e que estão acessíveis. Mais tarde, escreverei sobre os novos tecidos sustentáveis e novos estudos de fibras que estão sendo desenvolvidas nessa área.

 

Os sintéticos são as piores escolhas: todos aqueles que contém na etiqueta interna porcentagens de poliéster, acrílico, elastano, poliamida, nylon, lycra, acetato – tecidos que demoram mais de 100 anos para se decomporem na natureza. A fibra sintética é criada a partir da combinação de produtos químicos. Caso opte por essas peças, lembre-se sempre de investir em peças de qualidade e que você saiba a procedência e conheça a marca – para que elas durem o maior tempo possível – de preferência, peças que você terá sempre e que são atemporais, pra que não seja necessário substituir por outras de acordo com a moda. Sapatos e bolsas são itens que normalmente acabamos optando por esse tipo de material por serem mais em conta e por serem mais fáceis de encontrar, por isso lembre-se sempre dessa dica. Isso vale também pra tecidos que compramos para estofados, carpetes, acessórios, itens de cozinha e decoração!

As fibras naturais são produzidas a partir da natureza, podendo ser vegetal, animal ou mineral. Normalmente são bem confortáveis e não deformam com o passar do tempo, aumentando a durabilidade e a qualidade. Dos materiais que são bastante fáceis de encontrar e que são de fibras naturais, indico sempre optar por linho, algodão, viscose, modais, sedas. Algumas outras opções são tecidos feitos de fibras de bambu, o liocel que é feito a partir da fibra de madeira, assim como o rayon, que é feito da polpa de madeira.

As fibras artificiais, como viscose, acetato e modal – possuem materiais naturais na sua origem, mas passam por processos químicos para que se tornem fibras para tecido – além de possuírem menor vida útil do que as fibras naturais. Eles poluem muito o meio ambiente em seus processos produtivos, além de desperdiçarem boa parte da árvore.

Um processo comum também é a junção das fibras naturais e sintéticas para ter resultados mais baratos e aumentar a produtividade.

É importante lembrar que, mesmo as fibras com origem natural nem sempre tem o cultivo considerado sustentável. Vamos preparar posts sobre cada um deles, pra que você conheça melhor a sua cadeia produtiva!

 

 

 

 

 

Vida longa às nossas roupas

Todos falamos de sustentabilidade, escolhas, mudanças de hábitos e de consumo.

Porém, algo BEM importante de se levar em conta é a forma como lidamos no dia a dia com as coisas que a gente já tem em casa, e a forma como cuidamos do nosso ambiente e das nossas roupas de forma a fazer com que durem mais, com qualidade – e nos permitam trocar e consumir com menos frequência.

linho - produção e origem

Que devemos sempre dar prioridade pra marcas e produtos que garantam a qualidade dos produtos a gente já sabe – mas não depende só das marcas nos entregarem itens e produtos de qualidade, se não fazermos a nossa parte!

Aí que entram alguns cuidados especiais com as nossas roupas que ajudam a manter a cor, o acabamento e o caimento das peças que a gente comprou apostando num futuro melhor:

  • É bem melhor quando a gente lava as roupas a mão – aquelas peças que a gente ama muito, e não quer que estrague, o ideal é separar um baldinho em casa, um produto menos nocivo e mais natural – o sabão de coco é uma ótima opção, inclusive pra roupas brancas – e lavar elas ali mesmo. Se a peça for de linho, o ideal é não deixar de molho e nem torcer. Apenas molhe, limpe o que precisa, e ja estende no sol! Materiais de fibras naturais – que estão sendo vendidos com cada vez mais frequência, costumam ser mais delicados! Cuide deles na hora de lavar. Vale também, na dúvida, mandar um directizinho no insta da marca responsável, pra ver quais as dicas que eles dão!
  • Para guardar as roupas no armário – se elas puderem ser penduradas e colocadas em um espaço com menos quantidade de peças misturadas pra garantir que não pegue tanto pó e dê bolinhas nas peças. Quando for lã ou seda, o ideal é colocar elas dentro de um plástico ou saquinho quando não estiverem sendo usadas – isso vai deixar elas novinhas por muito mais tempo!
  • A gente tem mania de cuidar muito quando as roupas são novinhas – e depois acabamos por relaxar um pouquinho nos cuidados. Mas é legal sempre quando usar as roupas cuidar especialmente pra não encostar em tintas e produtos que possam manchar as peças – além de cuidar com desodorantes, cremes e perfumes que possam alterar a coloração da roupa! Opte sempre por produtos o mais naturais possíveis, com base em produtos que encontramos na natureza – isso evita as manchas e possíveis odores que ficam difíceis de retirar depois!

Essas são só algumas das práticas que a gente faz pra cuidar das roupas – vamos aos poucos trazendo mais dicas de como cuidar de outros itens também!

Se tiverem mais ideias e práticas, e também produtos de limpeza e cosméticos pra indicar, manda pra gente!