Fashion Revolution

 

O movimento do Fashion Revolution foi criado depois do desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013. Esse evento deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos, e essas pessoas trabalhavam pra grandes empresas de moda.

Em 2018, a partir do dia 23/04, começa o Fashion Revolution Week no Brasil todo: uma série de eventos e conteúdo sobre o assunto promovidos pelos voluntários do movimento. Esse ano, a campanha fala sobre os cinco anos do acontecimento que marcou o início do projeto.

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Fonte: Institute for Global Labour and Human Rights – flickr.com

Líderes da indústria da moda sustentável se uniram para lançar essa campanha global para conscientizar a população e as empresas sobre o impacto e o custo da moda em todos os processos de produção e consumo – trazendo ações que mostram que é sim, possível, que ocorra uma grande mudança e que o futuro seja mais sustentável e transparente.

O grande questionamento que o movimento trás é “quem fez minhas roupas?”. Através dessa busca, as pessoas são incentivadas a irem mais a fundo na hora de comprar e consumir moda, questionando de onde veio e se as pessoas envolvidas nessa cadeia são valorizadas e trabalham em boas condições. O que é invisível aos olhos na hora de adquirirmos algo nas lojas deve ser colocado a prova.

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Hoje, o Fashion Revolution toma várias frentes no mundo todo, e marcas e consumidores estão engajados com a causa. É a hora de nos questionarmos quem fez as nossas roupas, se eles foram bem pagos e que condições eles têm. Mais do que tudo, deve ser uma questão de escolha e de princípios.

É essencial que essa conscientização aconteça, e que a gente entenda que as coisas levam tempo e a energia de alguém para que aconteçam. O mesmo acontece com as nossas peças de roupas: alguém costurou, cortou e embalou. Passou pelas mãos de muitas pessoas antes de chegar nas araras das lojas.

Grande parcela do mercado global de moda usa mão de obra de pessoas necessitadas e sem condições de terem suas necessidades básicas atendidas, passando por situações de abuso verbal e físico e trabalhando em ambientes sujos e perigosos recebendo pouquíssimo dinheiro por isso.

Além da questão humana, o meio ambiente também tem sofrido muito com a forma que a moda tem sido consumida e produzida. Nosso mundo capitalista pensa no lucro e no volume de vendas, deixando de lado, totalmente, a dignidade das pessoas envolvidas e os impactos sociais, ambientais e até econômicos de suas ações e processos.

Tem várias áreas que precisam mudar para que o movimento siga trazendo significativas mudanças no mundo todo. O modelo de negócio das empresas, os materiais  e recursos que são utilizados e a forma de pensar das pessoas em relação à moda.

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A produção de moda que estamos acostumados a ver é em grande escala e preços baixos. Isso resulta em exploração de recursos, humanos e ambientais, que não são saudáveis. Medidas de saúde e segurança básica no ambiente de trabalho não são respeitadas, e os valores pagos por cada peça são muito baixos não dando condições suficientes para os trabalhadores terem suas necessidades atendidas.

Além desses fatores, a questão ambiental tem chamado muito a atenção: estima-se que 14 milhões de toneladas de roupas são jogadas fora todo ano nos Estados Unidos, e normalmente são levadas para aterros ou incineradoras. Os químicos utilizados na produção têxtil polui os rios e a indústria da moda representa 3% da emissão de CO2, de acordo com o The Carbon Trust.

Hoje nós consumimos mais roupas e esperamos cada vez mais gastar menos com isso. Nós compramos muito mais, com muito menos. Estima-se que o consumo é 400% maior do que 20 anos atrás, e não nos damos conta do impacto por trás dessa mudança e desse consumo. As pessoas precisam se conscientizar do seus impactos individuais. A gente, aqui do blog, acredita que pequenas mudanças fazem a diferença. Somos um só, e cada um faz a sua parte.

O Fashion Revolution é um exemplo de que as mudanças já estão acontecendo. Muitos países já estão envolvidos e voluntários engajados com a causa. Isso é um chamamento importante pra todos nós: por um mundo mais justo, transparente, seguro e limpo.

Fonte das informações sobre o Fashion Revolution: fashionrevolution

 

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