Liderança e Negócios Conscientes: ser sustentável é muito mais do que imaginamos

Ser sustentável hoje é algo que as empresas e as pessoas consideram a nova normalidade – a nova economia recebe esse conceito de forma a elevarem os negócios e as nossas práticas diárias a um outro patamar.

A palavra sustentável, porém, tem tido diversas definições e diferentes abordagens falando de liderança, negócios ou mesmo em relação a nossas práticas no dia a dia.

Na maioria das vezes, o conceito ainda é relacionado diretamente com boas práticas que não prejudicam o meio ambiente e que protegem nossa terra da devastação, poluição e também acúmulo de lixo e descarte. Essa visão se tornou um pouco limitada – apesar de ser usada para falar sobre e representar projetos e empresas que tem práticas sustentáveis (empresa sustentável, tecido sustentável, matéria prima sustentável…).

Ok. Mas e o que é uma empresa sustentável?!

E um tecido?! Um material?!

Para começar, a definição de sustentável é:

sustentável
adjetivo de dois gêneros
  1. que pode ser sustentado; passível de sustentação.
Origem
⊙ ETIM sustentar + -́vel

 

Quando falamos de negócios, a sustentabilidade serve, justamente, para analisarmos além da parte relacionada a meio ambiente: as decisões, estratégias, processos, equipe, etc, devem ser organizadas e dimensionadas de forma a sustentar a empresa a longo prazo. Isso significa ter uma visão total do business.

Há 25 anos, John Elkington cunhou o “tripé da sustentabilidade” como forma de estruturar a sustentabilidade baseada em meio ambiente, sociedade e economia. Ou seja, para que uma empresa, organização ou sociedade fosse sustentável, deveria tomar decisões considerando sempre esse tripé – assim, seria possível a sustentação a longo prazo.

Em post recente da HSM, John comenta que esse tripé foi levado pra outro lado e deve ser revisto: “O objetivo do Tripé da Sustentabilidade era mudanças no sistema – impulsionando a transformação do capitalismo como ele é conhecido hoje. Isso não foi criado para ser apenas um sistema financeiro – a origem disso tem a intenção de ser um código genético, uma hélice de mudanças para o capitalismo do amanhã, com o foco no avanço das mudanças, da disrupção e do crescimento assimétrico e a escalabilidade das soluções para as próximas gerações”.  

O que acontece hoje é que, muitas vezes, esse tripé ainda foi visto com o foco total no financeiro: mesmo que as preocupações com os outros fatores estão cada vez mais fortes, a ferramenta tem sido usada como base para desenvolver estratégias de lucratividade.

Quando a isso, o conceito de sustentabilidade vem fortemente com a visão de olharmos para todos os aspectos sociais, ambientais e também financeiros – a roda, como um todo, tem que girar – e deve ter uma visão de futuro bem estruturada para que funcione e para que o mundo aceite e suporte tanto em relação aos recursos necessários quanto em relação ao mercado existente.

Quando ao desenvolvimento sustentável, a definição muda um pouco o enfoque – o que tem confundido, talvez, o que entendemos como sustentabilidade:

Conforme a definição da ONU – “O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades.”

Isso, sim, se apoia mais em decisões relacionando o meio ambiente e o fator social de cada empresa – de modo a avançarmos nosso desenvolvimento (também) econômico, mas respeitando o futuro das gerações.

Ser um negócio consciente pode ter diversas formas de aplicação e de pensar – o que, baseado nessas convicções, remete ser consciente nos negócios?

A consciência – essa sim, nos trás uma visão maior e acima de tudo: dentro de todos os aspectos que estão sendo abordados relacionados a todos esses assuntos, como tomarmos a responsabilidade de liderar e tomar decisões conscientes?!

Nosso dia a dia pode estar nublado com tanta operação e rotinas consideradas comuns – o que trás a necessidade de um design de negócio e de estratégias mais amplo e claro. Dentro disso, melhores práticas podem ser visualizadas e aplicadas – com base em revisão de processos, produtos, atividades e prioridades. A liderança consciente leva muito em consideração o quanto de auto conhecimento em relação às nossas próprias práticas pessoais quanto empresariais.

 

http://johnelkington.com/publications/articles-blogs/
https://hbr.org/2018/06/25-years-ago-i-coined-the-phrase-triple-bottom-line-heres-why-im-giving-up-on-it
https://nacoesunidas.org/
https://www.consciouscapitalism.org/

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