Organic waste makes incredible materials

What is we used big volumes of organic waste to create new products and markets? Less then 2% of everything that is discarted today is used, and the remain end up in rivers, landfills or incinerators. This causes several environmental problems – in a macro vision considering discart and both distribution and transport. 

Increasingly, these materials are used for the development of new materials with high added value, as textiles, leather, plastic and rubber substitutes. 

Italian companies have our attention when talking about bio-material development: they are ahead in using organic waste to create incredible materials and fibers.

One of the initiatives is the development of a textile from orange peel – Sicily has great conditions for orange cultivation and other citric fruits – and it is estimated that 700 mil ton of orange peels are discarted every year. Until now, companies have focused on producting  food, tipical dishes and drinks – but the waste has been neglected. Since 2011, two students from that region started to think aobut what could be done with the material, and started studies around the development of this new fiber, The brand Salvatore Ferragamo was the first one to use the material – that consists in 50% of organic material from orange peels and 50% of organic silk.

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Italy is also home for several wineries famous all over the world – producing more than 5 billion liter of wine per year, The grapes used in the production process generate peels, seeds and stalks waste.

An Italian arquitect patented the study that involved a new leather from this waste materials – and started the Vegea company to comercialized the result. In partnership with universities from Florença and research centers, the new material catch attention of big brands beyond fashion – as Chevrolet, Honda and Volskvagem – that now also have cars with this vegan leather in its interior.

Grape leather from Vegea

Other interesting development from food waste is the Lanatil fiber – made from milk waste, back in 1930. Milk is a cheap product that people tend to buy more than they actually consume, resulting in unecessary waste in big quantities.

Years after an Italian company had the interest in developing this kind of fiber again – but improving the production processes and creating textiles from 100% mil or blended with organic cotton and natural plants. The blend resulted in softness, strenght, weight and lightness for the end fiber – as well as antibacterial and hipoalergenic characteristics. Another company based in Toscany have been also developing materials from 100% natural milk.

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These are three examples from way more of new materials that are inspiration for us to think our next collections and to look to our waste with new eyes – they can generate value. One industry can serve the other, with waste and innovation.

(Portuguese)

E se usássemos os grandes volumes de resíduos orgânicos para criar novos produtos e mercados?! Menos de 2% de tudo o que é descartado é reutilizado e acaba em rios, incineradoras ou em campos abertos – o que pode causar inúmeros problemas ambientais – em uma visão macro tanto de descarte quanto de distribuição e transporte.

Cada vez mais, o uso desses materiais descartados tem sido utilizados para o desenvolvimento de materiais de alto valor agregado – como tecidos, couros, substitutos ao plástico e borrachas. 

Empresas Italianas tem chamado atenção quando o assunto é esse: elas estão na frente no desenvolvimento da tendência materiais orgânicos descartados.

Uma das iniciativas é o desenvolvimento de tecido a partir da casca de laranja – a ilha de Sicília tem condições ótimas para o cultivo de laranjas e outras frutas cítricas e estima-se que 700000 toneladas de cascas são geradas por ano na Itália. As empresas, até hoje, tem focado na produção de mantimentos, pratos típicos e bebidas – mas o descarte da casca tem sido pouco utilizado. Desde 2011, duas estudantes da região se questionaram sobre o que poderia ser feito com o recurso, e começaram os experimentos para desenvolver o tecido. A marca Salvatore Ferragamo foi a primeira a utilizar o material – que consiste em 50% de fibra de cellulose da laranja e 50% de seda orgânica).

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A Itália é também a casa de muitas das mais conceituadas vinícolas do mundo – produzindo cerca de 5 bilhões de litros de vinho por ano. As uvas utilizadas na produção geram um resíduo de casca, sementes e talos.

Uma arquiteta italiana patenteou o estudo que desenvolveu um couro a partir desse resíduo – abrindo a empresa Vegea para comercializar o material. Em parceria com universidades de Florença e centros de pesquisa, o novo material interessou a grandes marcas além da moda como Chevrolet, Honda e Volksvagem, que agora também tem carros com couro vegano em seu interior.

Grape leather from Vegea

Outro desenvolvimento de material têxtil a partir de sobras de alimentos é a fibra Lanatil – feita a partir do excedente de leite, já em 1930. Pelo fato de que é um alimento barato (leite e derivados) as pessoas tendem a comprar mais do que o seu consumo – o que acaba gerando descartes em quantidades grandes o suficiente para que esse tipo de iniciativa faça sentido.

Muitos anos depois uma empresa Italiana teve interesse em desenvolver, novamente, esse tipo de fibra – mas dessa vez refinando ainda mais o processo e criando tecidos derivados 100% do leite ou misturados com algodão orgânico com fibras de plantas naturais. A junção trouxe maciez, força, peso, luminosidade e leveza ao fio – e também propriedades antibacterianas e hipoalergênicas. Outra empresa em Toscana também tem desenvolvido materiais a partir do leite 100% natural.

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Esses e outros inúmeros exemplos de novos materiais que estão surgindo servem de inspiração pra nós pensarmos em novas coleções de produtos e também a olharmos para o nosso próprio resíduo como algo que pode, sim, gerar valor. E não apenas na indústria da moda – mas em várias outras aplicações.

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